Essa coisa que paira na superfície entre o ar e o chão, quase sempre à altura de meus olhos (distando alguns centímetros acima ou abaixo, dependendo do caso). Essa coisa armazenada por um complexo de pele, cabelos e gestos. Essa coisa acrescida de roupas, sapatos, cheiro e som. Essa coisa que se parece comigo, mas não sou eu, é o outro.
Essa coisa que eu não entendo, pois sou incapaz de entender a mim mesma. Essa coisa estranha que esbarra na minha existência. Essa coisa que horas eu desejo, horas eu repugno. Essa coisa que me é opaca ou reflexa. O outro, o outro, o outro.
sábado, 17 de janeiro de 2009
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